Dominio: criesuashqs.com
Chave: f2c815b7d00bc6cee2200baf3897721a46ee3bfe
Hora do cache: 1496099712
Vida do cache: 1496142912
Status: 1
Mensagem: Centive nao respondeu
Chave do Pedido: fed5b5c045549c720fc0c5b14b13b03d10938e40
Chave do Produto: PROKEY
Scroll Top
As Tiras do Extracurricular Cucaracha 2.0

Receba em seu e-mail este e-comic: As Tiras do Extracurricular Cucaracha versão 2.0, uma entrevista dele num Talk Show e mais um bônus dos Rastreadores!

gibi história em quadrinhos Histórias em quadrinhos HQ HQs quadrinhos tirinhas

A (quase) inutilidade do politicamente correto nas HQs

Mais dicas para a produção de uma história em quadrinhos! Descubra como driblar o politicamente correto, essa praga que também contaminou as HQs.

A (quase) inutilidade do politicamente correto nas HQs
Recomendo que leia também: http://www.criesuashqs.com/2016/01/3-dicas-para-melhorar-sua-hq/

Olá!

Para mim não existe nada mais chato nos dias de hoje do que o patrulhamento ideológico. Não se pode brincar com isso, não se pode fazer piada com aquilo, tal assunto é delicado, esta outra coisa aqui é tabu. De alguns anos para cá, a televisão aberta e a Internet tornaram-se terreno fértil para esse tipo de panaquice.

Do que estou falando? Dessa maldição da vida moderna, o politicamente correto.

Acusado por uns e outros de ajudar a promover a tendência, o comediante britânico John Cleese afirmou recentemente que o politicamente correto é invenção de pessoas que não conseguem lidar com as próprias emoções e, por isso, desejam reprimir as emoções das outras pessoas a qualquer custo; o escritor Michael Crichton (1942-2008), nos anos 1990, proferiu uma frase muito verdadeira: “Quem quer o politicamente correto não quer mudar nada”.

Tá, mas qual a relação entre isso e as HQs?

Chego lá, ansioso(a)!

O politicamente correto é uma forma mesquinha, sutil e cruel de reprimir a criatividade e destruir o humor. De inocular o medo. E nós, como autores, não podemos, de forma alguma, ter medo. A partir do instante em que você se definiu como artista, a rebeldia faz parte do seu DNA. Para seu próprio bem, proíba a si próprio de baixar a cabeça para qualquer tipo de repressão ou cerceamento de sua criatividade.

Quando surgir alguma dúvida sobre como abordar um assunto delicado em sua HQ, apele, sempre, para o bom-senso e o bom gosto. Aprenda a escutar sua intuição.

Por exemplo, zoar com algum gordo na escola é uma coisa. Partir para a agressão física porque a pessoa é diferente demonstra falta de inteligência. Agora, se você é o alvo da zoação, use o cérebro e responda com uma zoação pior ainda. É uma das lições que ensino no álbum O Extracurricular Cucaracha.

Lucky Luke, uma das vítimas do politicamente correto. Ele não fuma mais, só masca capim. Ainda bem que ficou só nisso.

Existe vida inteligente no politicamente correto?

Felizmente, sim. Digamos que, na sua história, há pelo menos cinco personagens. Nenhum problema se um deles seja negro, oriental ou portador de alguma deficiência. Isso pode enriquecê-los de alguma forma, aprimorar a trama e levá-la por um caminho diferente. Nas minhas HQs eu procuro colocar ao menos um ou dois negros como personagens de destaque.

Lembra quando eu falei sobre fazer pesquisas? Você pode sofisticar essa ferramenta: antes de colocar algum assunto na sua narrativa, veja se está usando a abordagem certa. Se for alguma brincadeira, procure saber se ficou ou não ofensiva.

Certa vez bolei uma tira sobre um super-herói judeu que não combatia o crime aos sábados, pois, sabidamente, nesse dia, os judeus, em honra a Deus, que descansou no sétimo dia, não trabalham. Mostrei a tira a um amigo judeu e ele não se sentiu ofendido de maneira alguma. Disse que tinha gostado da piada, inclusive.

Ninguém disse que é fácil. Vida de artista nunca é.

Então, futuro profissional das HQs, me prometa o seguinte:

  • Jamais tenha medo de criar.
  • Se errar na dose, admita e peça desculpas.
  • E me ajude, por favor, a combater essa inutilidade chamada politicamente correto.

Abração e até semana que vem!

Sobre o autor | Website

Giorgio Cappelli é editor, roteirista e quadrinista, trabalha no ramo desde 1994. Em 2014 resolveu abrir a Editora Bila, uma casa de publicações independentes, literalmente produzidas de próprio punho por ele, auxiliado por uma equipe capacitada de profissionais.

2 Comentários

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Por gentileza, se deseja alterar o arquivo do rodapé,
entre em contato com o suporte.
Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE