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As Tiras do Extracurricular Cucaracha 2.0

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3 Dicas do Cinema pros Quadrinhos

3 Dicas do Cinema pros Quadrinhos
Recomendo que leia também: http://www.criesuashqs.com/2016/01/3-dicas-para-melhorar-sua-hq/

Até poucos anos atrás, eu acreditava que tudo que se referisse a movimentação de câmera, iluminações dramáticas, enquadramentos diferentes e angulações originais, tivesse sido criado pelo gênio dos quadrinhos Will Eisner, antes de o cinema começar a usar tais recursos. Engano meu: Eisner foi quem aprendeu isso com outro visionário: Orson Welles.

Além desses, os quadrinhos aprenderam, com o cinema, outros macetes. E vamos a eles!

Dicas do cinema para os quadrinhos

1) A quebra da quarta parede

Garfoda, o xato

Sabe quando o personagem de um quadrinho olha para o leitor em cumplicidade, buscando apoio ou, mesmo explicitamente, para puxar conversa com ele? Isso se chama “quebrar a quarta parede”. É como se estivéssemos num cenário completo, onde o expectador/leitor fizesse parte dele e, de repente, é convidado a participar da história.

Acredita-se que o criador do conceito foi Oliver Hardy, da dupla O Gordo e o Magro. Já ouviu falar?

OLiver Hardy

 

Mulher-Hulk, Deadpool... todos vieram depois!

Mulher-Hulk, Deadpool… todos vieram depois!

2) Suspensão da descrença

A maioria das pessoas que entram num cinema, ligam a TV para ver um filme, uma novela, uma série, um desenho animado – resumindo, uma obra de ficção – entram, inconscientemente, num estado chamado de suspensão da descrença.

Ou seja, você, no fundo, mesmo sabendo que está vendo atores interpretando cenas de um enredo previamente escrito, “desliga” a parte lógica para curtir a história.

Isso também acontece quando lemos um quadrinho: esquecemos que, por trás daqueles desenhos, há pessoas que escreveram um roteiro, desenharam, coloriram, imprimiram e colocaram à nossa disposição.

O termo foi cunhado por Samuel Taylor Coleridge, em seu livro “Biografia Literária”, de 1817. Ele argumentou sobre a necessidade da suspensão da descrença no surgimento das verdades que a ficção pode apresentar.

A suspensão da descrença só se quebra em uma única situação: quando achamos a história ruim ou com “furos” que não nos convencem.

 

3) MacGuffin

Termo cuja criação se atribui ao cineasta Alfred Hitchcock, o  MacGuffin é o elemento motivador de uma história: aquilo que conduz a narrativa. O MacGuffin não tem nenhuma outra finalidade além dessa. Não surgirá do nada, não explica o final da história, e não fará nada senão distrair expectador e leitor, enquanto estes tentam descobrir seu significado. Dependendo do caso, ele nem aparece. Em geral é uma mala, um artefato, uma super-arma misteriosa, em busca do qual estão os personagens da história.

Quer saber mais sobre isso? Clique aqui

Espero que tenham gostado. Se souber de outras coisas que os quadrinhos aprenderam com o cinema, escreva pra gente nos comentários.

Abraços e até!

Sobre o autor | Website

Giorgio Cappelli é editor, roteirista e quadrinista, trabalha no ramo desde 1994. Em 2014 resolveu abrir a Editora Bila, uma casa de publicações independentes, literalmente produzidas de próprio punho por ele, auxiliado por uma equipe capacitada de profissionais.

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